Haiti, saiba como ajudar

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 às 0:18.

por Marco

Haiti sob escombrosTodos sabemos que o Haiti acaba de sofrer a maior tragédia de sua história, um terremodo que vitimou cerca de 50 mil pessoas (estimativa atual) e afetou a vida de aproximadamente 3 milhões de pessoas.

Informações sobre a tragédia são abundantes, principalmente por parte da mídia sensacionalista, aquela que espalhou o pânico sobre a gripe suína no ano passado, mas faltam informações sobre como ajudar o povo haitiano que está sofrendo de modo inimaginável.

Para colaborar com o Haiti, você pode fazer um depósito ou transferência de qualquer banco, para uma conta aberta no Banco do Brasil, que é gerenciada pela Embaixada do Haiti no Brasil, seguem as informações:
Nome: Embaixada da República do Haiti (SOS Haiti)
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
Conta: 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71

Também é possível direcionar o dinheiro para uma conta da Cruz Vermelha:
Nome: Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276
Conta: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51

A ONG VIVA Rio, que está no Haiti desde 2004, também disponibilizou uma conta:
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1769-8
Conta: 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28

Outra possibilidade é a organização ActionAid, que aceita doações pela internet (clique aqui).

Agora, se você não está convencido de que a situação é crítica e o povo do Haiti precisa desta ajuda, confira o relato do repórter da BBC, Matthew Price, que visitou o país e testemunhou o caos que impera no local:

Há um corpo deitado do lado de fora do Hospital da Paz em Porto Príncipe, mas o que te espera no pátio em frente ao hospital é mais alarmante. É como se tivesse havido um massacre.
Lençóis brancos sujos cobrem alguns mortos, outros permanecem expostos, alguns com os membros enrolados nos de outros mortos, corpos estão espalhados pelas ruas.
Há muita gente com máscaras faciais, e o cheiro é nauseante. Eu estimo que haja cerca de cem corpos aqui, corpos de adultos, e o corpo de um bebê, deitado na sarjeta, abandonado.
O mais triste é o fato de que havia pessoas se preparando para dormir entre os mortos no gramado.
Perto, ainda no pátio, uma mulher está deitada em uma cama de hospital. Como muitos outros, ela sente muito medo dos tremores secundários para ficar dentro de casa.
Outra mulher está deitada em uma caixa de papelão desmontada. Há uma poça de sangue se formando na altura da cintura dela.
No jardim, um haitiano identificado como Nicolas, está ao lado de sua mulher, que quebrou as duas pernas. Ela não foi atendida por nenhum médico, mas sua sorte, diz o marido, é que a mãe dela é enfermeira.
‘Ela está ajudando minha mulher e outras pessoas’, diz ele. ‘A maioria dos médicos aqui não pode ajudar, eles também têm problemas’.
Dentro do hospital, a cena é ainda pior. Os gritos e gemidos de dor ecoam nos corredores. Há feridos espalhados por toda a parte, deitados no chão, e alguns poucos médicos tentam tratá-los.
Entre as pessoas trazidas para cá com ferimentos, várias já morreram e continuam no hospital.
Uma mulher, que parece alemã, disse que parou apenas para ajudar. Sua casa, diz ela, também foi danificada.
Um médico deu a ela um frasco, e ela abre caminho por entre os feridos até o homem que ela tentava ajudar. Está claro que muitos trazidos para o hospital com ferimentos morreram aqui.
Um homem com lágrimas nos olhos aponta para sua filhinha, deitada no chão sujo.
Ela tem duas pernas quebradas e um corte fundo na cabeça. Sua irmã e avó já estão mortas.
‘Tudo bem?’, pergunta o pai. ‘Sim’, responde ela baixinho – mas não está tudo bem.
Em alguns bolsões, não resta quase nada da cidade, e até agora, a maior parte das pessoas estão tendo que se virar sozinhas.
Durante a noite, circularam rumores de que um tsunami estava se aproximando. Centenas de pessoas, aparentemente, fugiram da costa e vieram pelas ruas escuras carregando algumas posses.
Não houve nenhum tsunami, claro, mas isso mostra como as pessoas estão se sentindo sozinhas e com medo. Acredita-se que muita gente esteja presa sob os escombros dos prédios maiores, e há pouco equipamento para escavação no Haiti.
O governo do país teme que dezenas de milhares de pessoas tenham morrido. Alguns soldados das tropas de paz da ONU estão entre os mortos.
Este país, tantas vezes esquecido pelo mundo no passado, agora, mais do que nunca, precisa de ajuda. Quando estava no hospital, vi um comboio da ONU passar pela rua. Há tanta coisa a ser feita que eles não podiam sequer parar naquele hospital, que precisa de ajuda desesperadamente. E era só um hospital. Um lugar nesta cidade, neste país, que precisa desesperadamente de ajuda. É preciso um esforço enorme para que mais pessoas não morram.

Veja também, um vídeo da própria BBC sobre a tragédia:

Obviamente que não devemos nos esquecer que os problemas em nosso país continuam, ainda existe fome, violência e outros problemas em todos os setores, quem não pode ajudar, não deve colocar o Haiti na frente de sua própria vida, mas quem pode ajudar, e tenho certeza de que não se trata de poucas pessoas, deve fazer o melhor que estiver a seu alcance.
Com condições climáticas cada vez mais extremas, amanhã, pode ser que nós também precisemos de ajuda.

Fontes:
Bom dia Brasil / G1
Ultimo Segundo / IG

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